À medida que os mercados de carbono e os quadros políticos continuam a evoluir, uma coisa torna-se cada vez mais clara: o modelo de solo que você escolhe hoje tem um impacto direto na credibilidade do programa, no custo e na prontidão a longo prazo para quadros emergentes como o Quadro de Certificação de Remoção de Carbono (CRCF) da UE.
Num recente webinar da Regrow, especialistas da Regrow e da DG CLIMA partilharam orientações práticas sobre como as empresas e os promotores de projetos devem abordar a modelagem do solo neste momento. Não na teoria, mas no design de programas do mundo real. Abaixo estão algumas das principais conclusões da discussão.
A adequação ao propósito importa mais do que apenas os resultados
Nem todos os modelos de solo são concebidos para responder às mesmas perguntas. Enquanto as abordagens de Nível 1 e Nível 2 podem apoiar o cálculo de pegada de alto nível, os modelos biogeoquímicos de Nível 3 são essenciais para as remoções de carbono. Estes modelos capturam as interações dinâmicas entre clima, solos, culturas e práticas de gestão ao longo do tempo. Isto é crítico para estimar remoções duráveis e defensáveis.
Calibração, validação e incerteza são inegociáveis
Modelos de solo credíveis devem ser validados independentemente e acompanhados de uma contabilização clara da incerteza. Em vez de produzir um único número com aparência precisa, modelos robustos geram uma gama de resultados e aplicam limiares conservadores. Esta abordagem garante que quaisquer créditos emitidos ou resultados reportados reflitam um impacto real e defensável, em vez de suposições otimistas.
Precisão e custo estão diretamente ligados pela incerteza
A incerteza não é apenas uma consideração científica; ela tem implicações financeiras reais para créditos e programas. Uma maior incerteza reduz os créditos emitidos e, à medida que o valor do carbono aumenta, as deduções por incerteza podem afetar materialmente o ROI. Isso reforça a justificativa de negócio para investir em dados de maior qualidade e rigor na modelagem. Também reforça a necessidade de quantificar e reduzir a incerteza à medida que os programas escalam.
Não espere pela política perfeita
A prática deve guiar a política. Programas construídos hoje usando modelos validados, tratamento transparente da incerteza e bases científicas sólidas estão melhor posicionados para se alinhar com os futuros quadros à medida que surgem, ao mesmo tempo que oferecem resiliência e benefícios para a cadeia de suprimentos agora.
À medida que a clareza política continua a se desenvolver, as empresas que investem precocemente em modelagem de solo robusta e adequada ao propósito estarão mais bem preparadas para escalar programas credíveis com confiança.
Veja a gravação completa do webinar abaixo e entre em contato conosco se quiser saber mais sobre a escolha de modelos de solo.



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